Moradores denunciam vandalismo e abandono na academia da Praça Edmundo Rêgo
Equipamentos voltados para a terceira idade são destruídos pouco tempo após instalação; frequentadores cobram fiscalização e rebatem respostas da Subprefeitura.
Instalados com o objetivo de promover saúde e convivência, principalmente entre a população idosa, os aparelhos da academia ao ar livre da Praça Edmundo Rêgo tornaram-se alvo recorrente de vandalismo e mau uso. Usuários frequentes relatam que, apesar de manutenções anteriores, a falta de vigilância contínua transforma os reparos em medidas paliativas e de curta duração.
Relatos de depredação e intimidação
A rápida deterioração das estruturas instaladas recentemente levanta queixas contundentes da vizinhança. Moradores apontam que adolescentes utilizam os equipamentos de forma violenta, desrespeitando quem tenta utilizar o espaço para a prática correta de exercícios.
"Já foi consertada várias vezes mas como tem passe livre para quem quiser, destroem tudo. Sexta-feira feira tinha uns adolescentes uniformizados e um deles, bem forte, estava visivelmente destruindo os aparelhos. As pessoas que estavam usando, estavam até receosos porque ele intimidava com o olhar. Era oito horas da manhã. Fazem os aparelhos de brinquedo."
Outro problema apontado é a sobrecarga mecânica decorrente do uso das máquinas como brinquedos recreativos por crianças, muitas vezes sob a omissão dos responsáveis.
"Esse lugar virou parquinho para as crianças brincarem e ajudarem a destruir os aparelhos, com consentimento dos pais. Por várias vezes vi crianças fazendo uso dos mesmos, sem o devido cuidado."
Principais problemas reportados na praça
Os relatos da comunidade apontam para um cenário amplo de desordem no entorno do espaço esportivo:
- Vandalismo explícito: Aparelhos novos ou recém-reformados danificados intencionalmente por grupos jovens;
- Desvio de finalidade: Utilização dos equipamentos ortopédicos e de ginástica como playground infantil;
- Insegurança: Intimidação visual de frequentadores idosos por quem depreda o patrimônio;
- Degradação do parquinho: Área infantil adjacente sem manutenção e utilizada inadequadamente para passeio de cães.
Falta de patrulhamento e queixas à Subprefeitura
A indignação dos moradores se agrava pela proximidade de uma estrutura de segurança que, na prática, não tem coibido os atos de degradação.
"O pior é saber que a cabine de polícia e a polícia ausente, ou presente sei lá, teoricamente fica por ali. É muito triste mesmo!"
Respostas oficiais são contestadas
Frequentadores afirmam que já levaram o problema aos gestores locais, mas receberam respostas incompatíveis com o cenário visualizado diariamente na praça.
"Eu reclamei semana passada com o subprefeito e ele falou que está tudo novo! Vou reclamar de novo e agora com fotos."
Para pressionar por soluções definitivas, moradores planejam formalizar novos registros detalhando o estado de cada equipamento, com reivindicações pontuais:
- Fiscalização ostensiva nos horários de entrada e saída escolar;
- Substituição célere de peças e eixos danificados;
- Instalação de sinalização educativa sobre a destinação exclusiva dos aparelhos.
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