Publicidade Espaço 728x90 Livre
Início / Segurança
Segurança

MPRJ denuncia advogado por exploração sexual de menores no Rio

Professor universitário e morador do bairro Grajaú, homem se aproveitava de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social para praticar abusos

Redação
Equipe Editorial
7 de maio de 2026 - Atualizado em 9 de maio de 2026
Professor acusado de exploração sexual de menores está preso desde Março. Foto ilustrativa.
Professor acusado de exploração sexual de menores está preso desde Março. Foto ilustrativa.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) formalizou a denúncia contra o professor universitário e advogado Cordovil Antônio Nogueira Martins, de 78 anos. Ele é acusado de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no bairro do Grajaú, na Zona Norte. O réu já se encontra detido desde março.

O Esquema de Aliciamento

De acordo com a promotoria, os crimes ocorreram de forma contínua entre os anos de 2020 e 2025. Aproveitando-se de sua posição profissional, o acusado aproximava-se de famílias em situação de vulnerabilidade social utilizando as seguintes estratégias:

  • Oferta de dinheiro, lanches e presentes;
  • Concessão de vantagens financeiras diversas;
  • Uso da credibilidade como advogado e professor para ganhar a confiança dos responsáveis.

Vítimas e Material Apreendido

Até o momento, a investigação identificou três vítimas com idades entre 10 e 17 anos. Os abusos eram realizados na residência do denunciado, onde ele também produzia fotos e vídeos das agressões. A gravidade do caso é reforçada pelos seguintes dados:

  • Foram encontrados mais de 8 mil arquivos com conteúdo sexual infantojuvenil no celular do acusado;
  • Há evidências de que parte deste material foi compartilhado;
  • A quantidade de arquivos levanta a suspeita de que o número de vítimas possa ser muito superior ao identificado inicialmente.

Pedidos da Justiça

Diante dos fatos apresentados, o Ministério Público solicitou medidas rigorosas à Justiça:

  1. Prisão Preventiva: A conversão da prisão temporária para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações;
  2. Indenização: O pagamento de um valor mínimo de R$ 500 mil para cada uma das vítimas identificadas;
  3. Desmembramento: Abertura de novos procedimentos para localizar outras possíveis vítimas.
Apoio Local

Comentários 0

Deixe seu comentário

Seu comentário passará por moderação antes de ser publicado. Xingamentos e SPAM não são permitidos.
💬
Seja o primeiro a comentar nesta matéria.
Compartilhar este artigo